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14 setembro 2012

Correspondência Fonopostal (4)



19.12.1953
correspondência fonopostal, circulada por via aérea, remetida de Lisboa (Restauradores) para Paris.


decomposição do porte (4$20)
1$80 - porte simples (até 20g)
1$20 - 2° porte (cada 20g ou fracção)
1$20 - 2 fracções de sobretaxa do correio aéreo para AO (autres objects)
do serviço internacional/regime europeu/zona I ($60 por cada 20g ou fracção)
franquia:
CE 765 - $20 - Selo de Autoridade do Rei D. Dinis
CE 771(2x) - 2$00 - Selo de Autoridade do Rei D. Dinis

 

Bibliografia:
SOEIRO, João Manuel Lopes. (1997)  Notas sobre o Correio Aéreo Português (período entre 1920 e 1955). Évora: Edições O Timbre


04 março 2012

Selos Postais com Utilização Fiscal (2)



 frente▲
 verso▼


fragmento de termo de avaliação e de declaração dos louvados
selado com selo fiscal e postal (de recurso):
1864 - D.Luís I, taxa de 20 réis
1863 - D.Luís I, taxa de 10 réis



12 setembro 2011

Selos Ceres: utilização não postal (3)


      
Numa curta incursão em terrenos dos nossos Amigos numismatas, tomei conhecimento da existência de mais uma téssera com um selo da taxa de 1 ctv da emissão Ceres de 1917-20 (CE 221), criada pela Companhia de Seguros Mondego e Algarve, sediada na Figueira da Foz.

Ø 30 mm, folha de flandres

      
Esta téssera terá sido produzida entre 1921 e 1924. A Companhia de Seguros Mondego e Algarve resultou da fusão de ambas as Companhias (Mondego e Algarve) e foi legalmente constituída pela Portaria 2:989 de 8 de Dezembro de 1921.


Em 1923 incorporou as carteiras das Companhias Oriental e Universo, sendo por sua vez integrada na Mutualidade Portuguesa no ano seguinte.
 

Posts relacionados:
Fontes:

 

22 dezembro 2009

Correspondência Fonopostal (2)



05.11.1953
correspondência fonopostal
remetida de Lisboa (Restauradores) para Paris



decomposição do porte (3$00)
1$80 - porte simples (até 20g)
1$20 - 2° porte (cada 20g ou fracção)
franquia
CE 770 (par) - 1$50 - Selo de Autoridade do Rei D. Dinis



O disco de 78 rpm, com 135 mm de diâmetro, está gravado com música portuguesa e regravado com as mensagens do remetente, em ambas as faixas.




21 dezembro 2009

Correspondência Fonopostal (1)



Em Portugal, o serviço fonopostal foi criado pelo Decreto n° 30560, de 2 de Julho de 1940. A correspondência fonopostal consistia no envio de discos com mensagens gravadas em fonógrafos. As gravações eram efectuadas numa pequena cabine insonorizada no edifício dos Restauradores, em Lisboa, ou na estação postal de São Bento, no Porto.
Em substituição das palavras escritas passou a ser possível enviar pelo correio correpondência verbal cheia de vida e forte carga emotiva, muitas das vezes para terras longínquas de portugal ultramarino ou de países estrangeiros: mensagens gravadas com saudações festivas, declarações amorosas, anunciando um nascimento, um enlace, uma morte…; pronunciadas com júbilo ou amargura, apressada ou pausadamente, em locução solta e eufórica pela boa nova, melancólica pela saudade, suave pela paixão, funesta e embargada pelo destino…

Era um tipo de correspondência diferente das até então existentes, dando origem a nova classe de correspondência, com tarifário próprio, tendo os correios criado invólucros expressamente para o efeito. Pelos discos e
gravações, inicialmente, foram cobrados 8$00, depois 12$00 e, mais tarde, 25$00. Inacessível uma boa parte dos utentes da Província e de estratos sociais mais baixos, assim como a expansão de outros meios de comunicação contribuíram decididamente para a decadência e desuso deste serviço. A prová-lo, do último modelo destes invólucros, foram impressos 4.500 exemplares na Papelaria Fernandes, em 30 de Junho de 1961. Foi extinto pelo Boletim Oficial dos CTT, de Agosto de 1973.
 




Eis a transcrição das condições para a aceitação deste tipo de objectos postais, do já citado Decreto n° 30506:
 
«Art. 1° - Consideram-se correspondências fonopostais os discos com gravação de qualquer mensagem cuja reprodução sonora é obtida pelo destinatário por meio fonógrafo.
§ 1° - As correspondências fonopostais devem satisfazer às seguintes condições:
a) Ser protegidas por invólucros resistentes abertos, nos quais o remetente deve indicar, na frente, de maneira visível, além das indicações ordinárias a palavra fonopostal;
b) Dimensões máximas: soma do comprimento, da largura e da espessura, 60 centímetros, sem que a maior dimensão possa exceder 26 centímetros;
c) Peso máximo: 60 gramas.»


E a tabela de portes e taxas anexa a esse Decreto:

«a) Portes das correspondências fonopostais:
Serviço metropolitano (incluindo Açores e Madeira):
Por 20 gramas ou fracção ……$40
Serviço ultramarino: Pelo 1° escalão de 20 gramas …… $80
Por cada escalão a mais …… $50
Serviço internacional:

Pelo 1° escalão de 20 gramas …… 1$30
Por cada escalão a mais …… $90
b) Taxas de fornecimento e gravação dos discos:
Disco de 1ª qualidade …… 12$00
Discos de 2ª qualidade …… 8$00»

 

10.03.1953
correspondência fonopostal, circulada por via aérea,
remetida de Lisboa (Restauradores) para Paris.


decomposição do porte (4$20)
1$80 - porte simples (até 20g)
1$20 - 2° porte (cada 20g ou fracção)
1$20 - 2 fracções de sobretaxa do correio aéreo para AO (autres objects)
do serviço internacional/regime europeu/zona I ($60 por cada 20g ou fracção)
franquia:
CE 701(2x) - 2$00 - Caravela. Novos Valores e Cores
CE 765 - $20 - Selo de Autoridade do Rei D. Dinis


O disco de 78 rpm, com 165 mm de diâmetro, está gravado nas duas faixas:
lado A, com o tema The Third Man, de Anton Karas;
lado B, com mensagem gravada sobre um outro tema do mesmo compositor.

 
Bibliografia:
- COELHO, Alves. Crónica FN. Vol. VII, n° 58 de Julho de 1989.
- SOEIRO, João Manuel Lopes. (1997)  Notas sobre o Correio Aéreo Português (período entre 1920 e 1955). Évora: Edições O Timbre




15 janeiro 2009

Imposto do Selo (1)


Vieux papiers du terroir...
 
Datado de 20 de Maio de 1886, um documento da Taylor's: conhecimento de embarque de Vinho do Porto.


 
O imposto do Selo incidia sobre estas transacções e "pago directamente" neste tipo de documento, no caso, 15 réis.

Breves notas sobre esta centenária Casa e precioso néctar: TAYLOR's

E, já que estamos com a mão na massa, para "queimar os neurónios" aos amigos e/ou visitantes deste blogue, deixo esta charada: Como se poderá repartir 21 tonéis por três pessoas se, 7 deles estão cheios, outros 7 estão vazios e os restantes 7 estão meio cheios/vazios, de modo a que no final da divisão cada pessoa fique com a mesma quantidade de vinho e de tonéis?


Solução: Ver próximos posts. Eheheh...
P.S.: Não é difícil. Existem até, no mínimo, duas soluções para o problema...



 

30 agosto 2008

Selos Postais com Utilização Fiscal (1)



As primeiras estampilhas fiscais portuguesas foram criadas no reinado de D. Luis I, em 1861, com a emissão dum selo de 20 réis, lilás, com a efígie do monarca...



Em 1864, foi emitida uma série com os valores de 20, 50, 200, 300 e 1.000 réis...

Em 1866, novo selo e valor: 40 réis…

Em 1867, nova emissão, conhecida como "Armas do Reino", com os valores de 10, 30 e 60 réis…
  Só em 1868, com novo desenho do escudo de Armas, se emitiu uma série constituída por uma grande diversidade de valores [23], que iam desde os 10 até aos 9.000 réis, e que veio resolver os problemas com que se debatia o fisco…
  Entretanto, para suprir a falta de estampilhas fiscais, ao fisco foi concedida a devida autorização para aceitar e utilizar selos Postais como pagamento de Imposto e, nessa altura, usaram-se sobretudo as taxas de 10 réis das emissões de D. Luis I de 1862-64 e 1866-67 (fita curva, não denteada), embora outros valores tenham sido utilizados:




Bibliografia:
VIEIRA, Armando Mário O. (1987) Selos de Recurso Circulados em Portugal Continental. Porto: N.F.A.C.P.




25 julho 2008

Selos Ceres: utilização não postal (2)



Como sabem, na numismática, as tésseras são fichas em forma de moeda e de valor facial baixo que se usavam em substituição das moedas que em alguns períodos rarearam.

Para além das fichas utilizadas com selos das emissões Ceres de Portugal Continental, existe uma outra da firma Viúva Ferrão, Lda, com facial de 5 ctv - selo da emissão Templo de Diana, de 1935.
No reverso, o selo Af. nr. 566, e no anverso "VVA FERRÃO LDA / LATAS / R. DO CAIS DO TOJO, 35 - LISBOA"



Colaboração: 
Colecção pessoal de Jaime Salgado.



21 julho 2008

Selos Ceres: utilização não postal (1)



Tenho comigo estes "trocos"... 




A Filatelia é um dos termómetros da cultura de um país...
O selo postal é o espelho de um povo.


Por ter uma carga histórica muito forte e, suponho eu, desconhecida pela esmagadora maioria dos filatelistas, recorro a um artigo da autoria do Sr. Eng. Armando Vieira "SELO-MOEDA" Ceres para ajudar a compreender as razões da sua existência e dar a conhecer a difícil situação económica do nosso país nos alvores da 1ª República e da 1ª Grande Guerra:

      "Se durante os últimos tempos da monarquia, a situação do país não era de modo algum invejável, as vicissitudes dos primeiros anos do nosso regime republicano, em muito contribuíram para a agravar. Escassos 4 anos volvidos sobre a implantação da República, como se as dificuldades que sentíamos não fossem bastantes, deflagra na Europa a 1ª Grande Guerra. Embora Portugal não tivesse, logo desde o primeiro instante, tomado parte activa na contenda, o que é certo é que começou de imediato a sentir os efeitos da guerra, na sua já tão depauperada economia. Escasseavam os alimentos essenciais, havia falta de matérias primas, nomeadamente metais, e o mercado monetário internacional encontrava-se fortemente abalado. Eleva-se o valor do ouro e da prata. A inflação e a procura da moeda metálica generalizou-se. Havia entre nós quem trocasse notas do Banco de Portugal, por moeda de prata de valor nominal inferior a 10%. Claro que todos preferiam ao papel-moeda - que desvalorizava com a inflação -, a própria moeda metálica, que continha em si o valor material de que era feita. Por maiores esforços que os governos fizessem para evitar o seu açambarcamento, o facto é que a corrida se acentuava e a moeda desaparecia. Não havia em circulação quantidade suficiente de trocos. O vulgar cidadão, entretanto tinha necessidade de continuar a fazer as suas compras e os seus pagamentos do dia-a-dia. É assim que surgem algumas iniciativas tendentes a remediar a situação. Umas oficiais, outras de origem particular, estas, conforme os casos, consentidas ou reprimidas pelas autoridades competentes. Aparecem por exemplo as cédulas, que mais não foram que papel-moeda de baixo valor facial. Em Portugal, umas eram legalmente emitidas pela Casa da Moeda, outras provinham de entidades oficiais ou particulares, mas sempre devidamente autorizadas para o fazerem. Chegou-se ao ponto máximo de degradação ao fazerem-se circular rudimentares pedaços de papel ou cartão, simplesmente manuscritos. As Câmaras Municipais, para custearem os encargos de impressão das suas cédulas, recorriam por vezes à publicidade paga por firmas locais, ou então aproveitavam-nas para tornar conhecidos os encantos turísticos da região. Noutros países da Europa as coisas passavam-se de maneira idêntica. Alguns governos legalizaram a circulação de certos tipo de moeda fiduciária, dentre os quais o selo do Correio. De facto, a estampilha postal, devidamente emitida por uma Administração do Estado, de impressão barata, produzida em enormes quantidades e compreendendo ainda taxas baixas, constituía um esplêndido meio de, rapidamente, fazer face à falta de moeda divisionária. Só tinha um inconveniente: a sua fragilidade fazia com que se deteriorassem em pouco tempo. Para os conservar era necessário protegê-los em invólucros apropriados. Mas uma protecção custa dinheiro, sobretudo quando comparado com o baixo valor dos próprios selos que vai proteger. O problema veio a resolver-se porém com facilidade. O selo era encapsulado numa fina rodela de chapa metálica estampada e coberto por um material transparente. O custo do invólucro era suportado pelas receitas da publicidade, pagas por firmas que anunciavam os seus produtos ou serviços, em inscrições no verso destas "moedas". Assim se fez por exemplo na França, Bélgica e Alemanha. Aliás, o processo não era inédito. O selo postal-moeda, já tinha circulado nos EUA de forma semelhante, no período da Guerra da Sucessão. Em Portugal, tal procedimento nunca foi legalmente autorizado e, muito menos o governo o instituiu por sua própria iniciativa. No entanto, possuímos um curioso exemplar de 2 centavos Ceres da emissão de 1917-20. originário de uma casa bancária do Porto, que mostramos na figura junta. No verso da cápsula de folha onde está encerrado, lê-se em letras estampadas em relevo, a seguinte inscrição: "PINTO DA FONSECA & IRMÃO / BANQUEIROS / PORTO". O selo assenta numa cartolina esverdeada, e tem a sua face protegida por uma película transparente. Não temos dúvida que esta vulgar estampilha do Correio circulou, assim embalada, como moeda divisionária. Gostaríamos entretanto de conhecer outros exemplares de "selos-moeda", que certamente tiveram o seu curso em Portugal, naquela época. Por isso aqui deixamos estes breves apontamentos, na esperança de que alguns leitores atentos possam vir futuramente a divulgar mais casos desta interessante utilização dos selos postais."


      Com selos Ceres, para além de Pinto da Fonseca & Irmão, no Porto, existem também da firma Schneider et Cie, de Lisboa: "SCHNEIDER ET CIE / AÇOS / SPECIA, LDA / MAQUINAS / LISBOA - PRAÇA D. LUIZ, 9" - SPECIA era o acrónimo da firma Société Portugaise d'Expansion Commerciale et Agricole. Tenho conhecimento que existem com os faciais de 1, 2, 5 e 10 ctv, selos cat. Afinsa Nr. 221, 223 252 e 215, respectivamente. Nas fichas da Schneider só são conhecidas com os valores de 1 e 2 centavos.

Embora tenham o seu lugar de destaque numa exposição filatélica (open class), creio que estas peças se encaixam melhor na área da numismática. Sendo uma afinidade da moeda, estas fichas são conhecidas por tésseras, e a tesserologia é a sua área de estudo e coleccionismo.



bibliografia:
- Revista FN, Nr. 12, Abril de 1982
- VIEIRA, Armando Mário O., Artigos Filatélicos Dispersos (1968-1988) – Volume I, Núcleo Filatélico do Ateneu Comercial do Porto, Porto, 2005
webgrafia:
-
http://www.selos-postais.com/
- http://www.forum-numismatica.com/