14 setembro 2016

Marcofilia Diversa (17)



 
CE 2 - tipo II, azul

CB 5:10:5 n° 195 

Alvito


30 julho 2016

Postos de Correio (5)



Lisboa (09.10.1916) -> Lisboa - Terreiro do Paço (09.10) -> Córdoba (12.11)



Sobrescrito remetido de Lisboa para a Argentina. Foi lançado no Posto de Correio N° 32 de Lisboa e daí expedido para a Secção de Registos da Estação Central do Terreiro do Paço, sendo encaminhado para o país de destino depois de passar pelo controle da censura militar. Tratando-se de correspondência do tipo IMPRESSOS, circulou em invólucro aberto sendo-lhe aplicado o porte de $17 correspondente a um objecto postal registado (prémio: $05) de duodécuplo porte (com peso compreendido entre 550g-600g - $01 por cada 50g ou fracção).    


posto de correio n° 32
(Rua de Santa Marta, n° 116 a 118)



Depois de aceites e tratados, os encarregados dos postos de correio destacavam da caderneta mod. 444 o respectivo recibo, entregando-o ao apresentante do objecto postal registado.


 
posto de correio n° 12
(Rua do Rato, n° 9)




19 julho 2016

Cunhos de Serviço Fendidos (1)



É conhecido um número anormalmente elevado de fendas nos cunhos de serviço do selo da taxa de 5 réis da emissão de D. Luis I, gravados por Francisco de Borja Freire, provavelmente devido a uma má têmpera do aço. O catálogo especializado identifica treze tipos diferentes, cinco deles com fendas extensas, correspondendo, sem qualquer dúvida, a igual número de cunhos de serviço. Um deles está catalogado como tipo IX.




CE 14 - tipo IX, castanho-escuro

 
O exemplar supra foi impresso com o cunho estalado numa fase bem mais avançada, sendo perfeitamente visível o prolongamento da fenda lateral até ao quadro oposto. Fica, pois, a sugestão para um pequeno retoque no desenho esquemático deste cunho em futuras edições do catálogo.




26 junho 2016

Correio de Bóias (4)



Ponta Delgada (01.02.1934) -> Hamburg
Carta encaminhada por bóia de correio, remetida de Ponta Delgada para a Alemanha.
Porte correcto de 1$75 para uma carta singela (até 20g) encaminhada via superficie.




Testemunho do Sr. Manuel de Oliveira Neto Cordeiro (Chefe de Serviços da Agência de Navegação Bensaude):
 
"Os navios quando pretendiam deixar correio, enviavam um telegrama para a Agência comunicando que iam deixar correio em frente ao Porto de Ponta Delgada. A Agência tefefonava para os pilotos do Porto que esperavam a passagem do navio para irem recolher a correspondência".


Fonte:



25 junho 2016

Correio de Bóias (3)


 
 Carta transmitida por bóia de correio lançada do M.S. "Bodenstein", remetida de Ponta Delgada (27.01.1976) para a Alemanha por via aérea. 
Decomposição do porte (carta de formato normalizado com peso até 20g): 6$00 (porte simples) + 1$00 (sobretaxa do correio aéreo).


 
M.S. "BODENSTEIN" 
Hapag-Lloyd



24 junho 2016

Correio de Bóias (2)



 
Carta transmitida por bóia de correio lançada do M.S. "Hagen", remetida de Ponta Delgada (20.07.1978) para a Alemanha. 
Porte de 12$50 para pagamento do envio de uma carta de formato normalizado do 1° escalão de peso (até 20g).


M.S. "HAGEN"
Hapag-Lloyd

bóia lançada pelo M.S. "Hagen" no mar dos Açores




23 junho 2016

Correio de Bóias (1)


A localização geográfica das Ilhas dos Açores no Oceano Atlântico Norte fez deste Arquipélago um ponto fulcral e geoestratégico, crucial no aprovisionamento de matérias primas e de víveres a navios e aeronaves nas suas rotas transatlânticas. Com a evolução dos tempos, os vapores e navios foram adquirindo maior autonomia, seguindo as mesmas rotas mas sem a necessidade de tocarem os portos açorianos. Sem escalas, os passageiros e tripulantes, ainda a meio de viagens de dias/semanas, viram-se impossibilitados de enviar notícias pelo correio aos seus familiares e amigos antes de chegarem aos portos de destino. Levado à prática o velho adágio "A necessidade aguça o engenho", foi então implementado com regularidade o serviço privado de "correio de bóias" no mar dos Açores.   
CE 2731
Em traços gerais, estas balsas de madeira eram construídas nos navios, vulgarmente equipadas por uma lata e de uma haste com um galhardete de cor garrida.  A correspondência entregue ao comandante era depositada no interior da lata, acompanhada por dinheiro (normalmente em  moeda estrangeira, para pagamento dos respectivos portes) assim como de ofertas (bebidas, cigarros, chocolates, etc.). Depois de bem fechada e de avistados pescadores nas proximidades, eram emitidos sinais sonoros indicativos do lançamento da bóia ao mar. Recolhida, era entregue em terra ao guarda-fiscal que a abria e inspeccionava, tomando as diligências necessárias para o câmbio do dinheiro, lançamento da correspondência no correio, pagamento da quantia necessária para os portes e entrega aos pescadores do dinheiro remanescente assim como das restantes gratificações em géneros.
Existem objectos postais que provam que o encaminhamento de correio por bóias remonta  a 1910, tendo este perdurado até finais do séc. XX (1996).


Carta transmitida por bóia de correio lançada do M.S. "Hamburg", remetida de Ponta Delgada (25.07.1974) para a Alemanha por via aérea. 
Decomposição do porte (carta de formato normalizado com peso até 20g): 3$50 (porte simples) + 1$00 (sobretaxa do correio aéreo).


M.S. HAMBURG
Hapag-Lloyd



Bibliografia:

20 junho 2016

Bibliografia Filatélica (27)






Título: "As Boias de Correio no Mar dos Açores" e outras Histórias (2 volumes)
Autor: Manuel Vieira Gaspar
Edição/Editor: 2a edição (revista e ampliada). Núcleo Filatélico Infante/Juvenil "O Milhafre"
Local/Ano: Ponta Delgada. 2000
Páginas/Formato: 300 (vol. I), 284 (vol. II). 147x210 mm
Língua: Português

Depósito Legal: 130 168/98



29 março 2016

Marcofilia Diversa (16)



CE 26


CB (4:3:4) n° 190

Vilar de Maçada




14 março 2016

Carimbos Nominativos: VALENÇA



CE 63
 
DG 419


 
Valença, foi Direcção de Correio da Administração Central de Viana do Castelo na 1a Reforma Postal e da Administração Central do Porto na 2a Reforma Postal. Na 3a Reforma Postal passou a Estação de Correio de 3a classe, provida de telégrafo de serviço completo. Permutava malas com a Repartição Postal Ambulante do Douro, sendo o términos desta linha de caminho de ferro.

   

Bibliografia:
GORDON, David Leslie (1985) Provisional Town Postmarks of Portugal 1879-1912. UK: Portuguese Philatelic Society
PEREIRA, Pedro Marçal Vaz (2005) Os Correios Portugueses entre 1853-1900, Carimbos Nominativos e Dados Postais e Etimológicos, Vol. II. Madrid: FAFF