26 março 2009

FRAMA: taxas correntes



São já muitas as emissões portuguesas de etiquetas provenientes de autómatos públicos de venda directa. Face ao vazio existente e tendo em atenção a quantidade, erros e variedades assim como o crescente número de simpatizantes, filatélica e comercialmente, creio que já se justificaria a edição de um catálogo especializado para esta área da filatelia. De facto, as poucas obras existentes, nacionais e estrangeiras, são muito, muito pobres: singelas; com omissões e erros. As “Frama” serão talvez o melhor exemplo desta gritante falta de informação. Sem a pretensão de estar a elaborar um trabalho definitivo – aliás, confesso que não sou coleccionador nem grande entusiasta das atm’s –, dentro dos meus conhecimentos e limitações, tentarei contribuir para dissipar a penumbra e agitar as águas com avulsos e modestos subsídios. Agradeço, comentários e contributos que possam vir a melhorar este trabalho.
Neste capítulo fiz um apanhado das taxas que a meu ver foram as mais retiradas (para consumo postal) nos distribuidores "Frama" que estiveram activos em Portugal, e fica aqui a promessa de futuras abordagens às atm’s, dando especial atenção àquela que considero como "emissão base" das etiquetas: "Correios e Telecomunicações de Portugal"; vulgo FRAMA.
 

Seguindo o critério adoptado pelo catálogo Afinsa, este trabalho incidiu sobre os portes de Bilhetes Postais no serviço nacional e de Cartas de formato normalizado, dos serviços nacional e internacional, sem ter em atenção os países que gozaram de regimes especiais. Como poderão constatar, são desmanteladas séries tradicionais depois de varridas algumas das taxas mais populares. A escassez de material circulado intrigou-me e não foi alheia ao aturado trabalho de pesquisa encetado. E, afinal, houve um motivo forte:  
Em 1984, resultante do 19° Congresso Postal da União Postal Universal, realizado em Hamburgo, República Federal da Alemanha, os países membros signatários reconheceram e concederam às atm's o estatuto de Selo Postal, i.e., na prática, estas passaram a ser aceites a franquear correspondência no circuito do correio internacional. Os países ratificaram as resoluções deste Congresso a 27 de Julho de 1984.



2 comentários:

Fringosa disse...

Parabéns! Todos são bem vindos ao mundos dos adeptos das ATM`s.
Trabalhos como este são sempre de aplaudir, pois são um contributo para ajudar a dissipar as nuvens obscuras que sobre as ATM`s muitos desejam manter.

Fringosa

Nandoc disse...

Não colecciono e, honestamente, nem simpatizo muito com elas, mas guardo as que me chegam às mãos e sigo com interesse o debate no SP.
Gostei da informação. Será que desponta um novo adepto, Fernando?

Nandoc.